"Como diria aquele velho ditado...

- ... depois da tempestade vem o copo d'água.

- q

Tenso

- Acho que tô com gastrite.
- E eu, que tô com câncer no estômago?
- ...
- Brincadeirinha gente, só pra descontrair.. hehehehe
* clima tenso *




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Ps: se der preguiça de postar aqui, vai pelo twitter mesmo! @dianety
bjometwitta

Ironia

* site de significados de nomes *

[início da ironia]
Hebe - Nome da deusa mitológica da juventude.
[fim da ironia]


Porque pelo menos meu nome não vai ficar obsoleto um dia.

Lapsos - parte 3

No açougue:

"Picanha: peça ou pedaço"

Olhando através do balcão de carnes, tudo parecia torto, e tudo o que conseguia ler era "Peça o pedaço". Nossa, que simples! Ela não sabia que pedaço era unidade de medida.
- Moço, me dá um pedaço picanha.
- Quanto?
Que açougueiro burro.
- Um pedaço.
O rapaz olhou pra ela. Ela olhou para o rapaz. Ele parecia não estar entendendo, coitado. A menina respirou fundo, e abrindo espaço lentamente entre o dedo polegar e indicador, disse pausadamente:
- Um pedaaaaaaaço.. de... pi-ca-nha * apontando para o cartaz *
A mãe, observando a situação da porta do estabelecimento, pôs fim à nova e já fracassada incumbência da menina:
- Um quilo e trezentos, por favor.

Dúvida

Não que eu seja desinformada ou tenha feito algo do tipo, mas por que a gente não pode entrar pela porta comum de um banco no horário comercial? Tecnicamente, não é um arrombamento. É?

Lapsos - parte 2

Na caixa de correio:

"Pode ser aberto pela ECT"

Já tinha cansado de perder tempo tentando descobrir o significado das siglas, e na ânsia de ver o que tinha no envelope logo leu "Pode ser aberto pela ETC". Devia significar que poderia ser aberto e etc., ser aberto, lido, guardado, rasgado, tudo.. e etc. Abriu, leu: propaganda. Rasgou e jogou fora. Ainda bem que já tinham avisado que não tinha problema fazer o que quisesse com o envelope.

Lapsos - parte 1

Prova de ciências. A criança lia as alternativas com atenção:

A cobra é um:
a) mamífero
b) aracnídeo
c) réptil
d) vertebrado
e) n.d.a

Mamífero ela sabia o que era. Aracnídeo também. Réptil, vertebrado... n.d.a? Será que era NADA abreviado? Mas por que a professora foi abreviar justo a palavra mais curta, não era mais fácil escrever NADA de uma vez? Os adultos tinham cada idéia, viu...

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Ela ainda foi por outras suposições, como "Nem a Daiane acerta","Nada descobriram ainda" e "Nunca discorri about". Ai que complicação. Marcou a letra C e virou a página.

Das coisas dela

- Oiiii =) que você tá fazendo?
- Nada..
- Então vamos sair pra tomar um suco comigo *.*
- Ah nem, quero ficar em casa =(
- Então vamos alugar um filme e assistir aí =D
- Ah nem, que sono xP zZzZzZzZz
- ¬¬'

É a vida.

Matrícula Unesp 2009

Pra quem possa interessar: sim, minhas sobrancelhas estão intactas (por enquanto X.x)

A Privada

Foi andando pelo corredor estreito até o banheiro nos fundos. Era estúpido. Entrou fechando a porta atrás de si com um pano encharcado nas mãos, olhou para o pequeno espelho. Sim, era estúpido, mas era o único jeito. Jogou o pano na privada e deu descarga.
- JULIANA!
- Sim?
- Posso saber o que o pano de chão está fazendo entalado no banheiro?
- Ah, eu queria lavar o pano mas não tinha nenhum balde, aí eu achei que jogando na privada...
- QUÊ?
- É que não tinha onde, sabe, e os clientes estavam reclamando que o chão estava grudando...
Ele, que esfregava a mão violentamente contra o rosto, parou de pronto e a espiou pelo pequeno espaço pelos dedos. Ela olhava inocentemente. Ele respirou fundo. Olhou o teto, a tv, o chão, o teto, a parede, o relógio, o chão. Olhou pra ela. Ela olhava inocentemente. Respirou fundo.
- Juliana, nós dois sabemos que você não é um poço de esperteza, mas cá entre nós: você tá falando sério? Não pode estar falando sério — perdeu o olhar imaginando a cena —, é sério mesmo?
A garota com cara de paisagem o olhou como se ele tivesse dado descarga num pano de chão; girou os olhos com ar de desprezo, olhou pra cima, olhou pra baixo, cruzou os braços:
- Não.
- Não o quê?
- É claro que eu não quis dar descarga naquele pano de chão fedorento, você acha que eu sou uma imbecil ou o quê?
Silêncio.
- Eu nunca quis trabalhar, sabe?, a garota puxou a cadeira e se sentou, como estivesse prestes a contar uma longa história, - mas meu pai sempre quis que eu trabalhasse... Eu não queria! Na minha situação, eu só poderia ser demitida se fizesse algo errado, entende?
- Não, não entendo!
- Quer que eu explique de novo?
- Por que você não, não...? - O homem pensava nos lugares que poderia sugerir à garota pra colocar o trapo de chão. Melhor não. - ...não pediu demissão, cacete? Precisava entupir a minha privada?
- É...
O homem ficou tão vermelho e inchado que a garota pensou que ele fosse ter um AVC. Vendo-se sozinha com o patrão ficou com medo de uma ofensiva, e foi saindo de fininho. Já na porta do estabelecimento, a garota virou se e declarou num ar de compaixão:
- Não fica bravo não, viu? Não é nada pessoal.. São só.. Negócios.
O patrão nem olhou. Só conseguia pensar nos negócios que ficariam entalados na privada até o encanador chegar, em como se explicaria para o encanador, em como era pequena a possibilidade de encontrar uma pessoa tão desajustada mentalmente pra trabalhar com ele na pilha de currículos que ele havia analisado. Precisava de férias.

(Inspirado em fatos reais)